NOSSA EQUIPE

Equipe multiprofissional dedicada à avaliação e, se necessário, Cirurgia Intraútero ou após o nascimento em doenças fetais.



Obstetrícia e Medicina Fetal

Drº Edson Lucena

CRM-CE 5444/ RQE 1354 e 8775

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Obstetrícia e Medicina Fetal

Drº Herlânio Costa

CRM-CE 5816/ RQE 8131

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Cirurgia Pediátrica

Drº Aldo Melo

CRM-CE 6628/ RQE 2511

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Neurocirurgia Pediátrica

Drº Eduardo Jucá

CRM-CE 12522/ RQE 6123

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Anestesiologia

Drª Fernanda Castro

CRM-CE 11745/RQE 6191

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Anestesiologia

Drº Péricles Lucena

CRM-CE 7617 / RQE 9358

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Obstetra

Drª Denise Cordeiro

CRM-CE 15867 / RQE 9869

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ESPINHA BÍFIDA ABERTA

MIELOMENINGOCELE FETAL

Descubra as respostas para as principais dúvidas referentes a este procedimento

  • O que é espinha bífida?
  • O que causa a espinha bífida?
  • O que isso significa a espinha bífida para meu filho?
  • O que é a Cirurgia Fetal para Mielomeningocele (espinha bífida aberta)?
  • Cirurgia antes de nascer ou após o nascimento para espinha bífida?
  • Quais são os riscos da Cirurgia Fetal?
  • O que acontecerá se eu optar por não fazer cirurgia fetal?
  • Como devo me preparar para a cirurgia fetal?
  • Necessidade de seu consentimento
  • O que acontece durante a cirurgia fetal?
  • Como acontece o acompanhamento após a cirurgia?
O que é espinha bífida?

A espinha bífida surge quando, no início da gravidez (antes da sexta semana), a coluna vertebral e a medula espinal não são formadas adequadamente. Ocorre em cerca de 1 bebê em cada 2.500 gestações.

Existem diferentes formas de espinha bífida:

  • Espinha bífida oculta: A medula espinhal e o tecido nervoso podem não ter se formado adequadamente, mas estão cobertos pela pele normal. Esta cobertura fornece alguma proteção ao tecido nervoso. Às vezes, a cirurgia é necessária para a espinha bífida oculta, mas isso geralmente é feito quando o bebê está um pouco mais velho. Não há papel para a cirurgia antes do nascimento nesses casos.
  • Espinha bífida aberta: A medula espinhal e o tecido nervoso se projetam através de um buraco ou área de fina membrana nas costas do bebê. Esta forma de espinha bífida também é chamada mielomeningocele. Uma vez que na espinha bífida aberta o tecido nervoso é exposto na superfície, existe o risco de lesão neurológica adicional e infecção. Neste tipo de espinha bífida, a cirurgia é realizada logo após o nascimento do bebê para tentar reduzir o risco desses problemas.

Frequentemente, com a espinha bífida aberta, o cérebro posterior desce pela abertura do crânio, onde a medula espinhal sai. Isso é chamado de malformação de Chiari II. Isso pode causar problemas neurológicos após o nascimento. Pode também contribuir para o acúmulo excessivo de líquido nos ventrículos cerebrais. Isto é referido como “ventriculomegalia”, uma situação que pode evoluir para hidrocefalia.

O que causa a espinha bífida?

A causa exata é desconhecida. Vários fatores podem ser responsáveis, como insuficiência de ácido fólico. Existem também fatores hereditários. Uma vez que a espinha bífida tenha ocorrido, há um risco ligeiramente maior de ter um bebê com espinha bífida novamente em outra gravidez. Por isso, aconselhamos que você tome uma dose maior de ácido fólico (5 mg por dia, em vez dos habituais 0,4 mg por dia) antes de conceber a próxima gravidez. O seu médico pode encaminhá-la para um especialista genético (geneticista) se houver casos de espinha bífida na sua família.

O que isso significa a espinha bífida para meu filho?

Cada pessoa com espinha bífida é única, o que significa que há uma grande variedade de possíveis efeitos, de leve a grave. Geralmente, uma alteração mais acima nas costas está associada a consequências mais sérias. O ultrassom do seu bebê pode ser usado para determinar a altura do defeito na coluna vertebral antes do nascimento. Isso dará aos médicos informações sobre quais problemas a criança provavelmente terá. Normalmente, esses problemas incluem fraqueza nos pés ou nas pernas e problemas com o controle da bexiga e do intestino. No entanto, não é possível prever antes do nascimento exatamente quão graves serão esses problemas.

Às vezes, outras anormalidades também são encontradas durante a ultrassonografia. Essa combinação aumenta a probabilidade de uma síndrome genética subjacente. Se problemas adicionais forem confirmados, a conduta dependerá de todos os resultados juntos.

O que é a Cirurgia Fetal para Mielomeningocele (espinha bífida aberta)?

Trata-se de procedimento em que os cirurgiões realizam uma operação em um bebê, enquanto ainda está no útero, portanto, antes de nascer. É empregada uma técnica cirúrgica semelhante ao fechamento após o nascimento. Após a correção, o útero é então fechado e o bebê continua a crescer e se desenvolver no útero até o nascimento.

Nem todos os bebês com espinha bífida possuem indicação de realizar cirurgia antes do nascimento (cirurgia fetal ou intrauterina). Após avaliação adequada, a equipe médica explica para a família todos os detalhes da doença, incluindo benefícios e riscos, e conversa sobre se há ou não indicação de cirurgia fetal para o(a) seu(ua) filho(a). As dúvidas da família que surgirem são ainda esclarecidas.

Cirurgia antes de nascer ou após o nascimento para espinha bífida?

Na primeira década deste século, foi realizado um estudo americano chamado “MOMS” que investigou o efeito de operar bebês com mielomeningocele (espinha bífida aberta), enquanto eles ainda estavam no útero (cirurgia fetal ou intrauterina), em comparação com a operação em bebês após o nascimento. Os resultados deste estudo e de outros realizados após têm mostrado que, em em alguns bebês com mielomeningocele, é melhor operar antes de nascer. Os benefícios envolvem melhora neurológica e de lesões nos membros, bem como melhor qualidade de vida das crianças operadas ainda no período intrauterino.

No estudo MOMS mencionado acima, foram operadas durante a gravidez 77 crianças com espinha bífida. Seus resultados foram comparados a 80 bebês em que a cirurgia foi realizada apenas após o nascimento.

As crianças que foram operadas antes do nascimento apresentaram:

  • Malformação de Chiari II menos grave (hérnia do cérebro posterior)
  • Menos necessidade de um shunt para hidrocefalia até um ano, embora o efeito fosse menor quando os ventrículos já estavam aumentados antes da operação.
  • Melhor função das pernas aos 30 meses de idade.

Devido aos benefícios mostrados na literatura médica especializada, estamos oferecendo a oportunidade de a cirurgia fetal ser realizada em Fortaleza com equipe treinada e com todas as condições técnicas para a realização do procedimento.

Quais são os riscos da Cirurgia Fetal?

Como ocorre em todos os procedimentos cirúrgicos, há riscos inerentes à realização da cirurgia. Nestes casos há aumento do risco de parto prematuro, ruptura da bolsa e diminuição do líquido amniótico. Parto prematuro (nascimento antes de 37 semanas de gestação) pode ter suas próprias complicações que podem compensar alguns benefícios da cirurgia fetal.

Após uma operação durante a gravidez, os médicos recomendam que seus bebês nasçam por cesariana, tanto na mesma gravidez quanto em futuras gestações. Isso é para evitar abertura da cicatriz no útero durante o trabalho de parto. As mulheres também são orientadas a esperar dois anos antes de engravidar novamente.

Os eventuais riscos e benefícios precisam ser discutidos de maneira clara entre a gestante, a família e a equipe médica antes da indicação da intervenção.

O que acontecerá se eu optar por não fazer cirurgia fetal?

Seu cuidado não será afetado negativamente; seus desejos serão respeitados e seus cuidados continuarão como de costume.

Se a cirurgia fetal não é uma opção (seja por não existir indicação, seja por não desejo da família), a cirurgia será realizada no seu filho após o nascimento. Esta ainda é a prática atual na maioria dos hospitais, especialmente aqueles que não dispõe de cirurgia fetal.

Como devo me preparar para a cirurgia fetal?

Se vocês estiverem interessados em cirurgia fetal para seu bebê, a equipe médica irá discutir com você e sua família os benefícios e os riscos da cirurgia e esclarecerão suas dúvidas.

Os médicos repetirão a avaliação do seu bebê por ultrassonografia e ressonância magnética, antes que a decisão possa ser tomada para prosseguir com a cirurgia. Isso é para ter certeza de que sabemos o máximo possível sobre a condição que seu bebê apresenta.

A cirurgia fetal deve ocorrer antes das 27 semanas de gestação. A cirurgia fetal só é considerada na mielomeningocele (quando a espinha bífida é aberta que é o tipo mais comum), em uma gestação única (ou seja, não gêmeos ou trigêmeos), e quando sabemos que os cromossomos do bebê são normais.

A cirurgia durante a gravidez não é feita nos casos em que:

  • há anormalidades adicionais com o bebê (anatômico ou cromossômico)
  • existe um risco aumentado de parto prematuro (por exemplo, parto prematuro anterior, colo do útero encurtado)
  • existe obesidade materna (IMC acima de 40 kg/m2)
  • cirurgia prévia no útero (outras diferentes de cesariana)
  • há uma placenta de baixa localização.
Necessidade de seu consentimento

Se você optar pela cirurgia fetal, por lei, devemos pedir sua permissão e pediremos que você assine um formulário de consentimento. Isso confirma que você concorda em ser submetida ao procedimento e entende os seus vários aspectos. A equipe explicará todos os riscos, benefícios e alternativas antes de pedir que você assine um formulário de consentimento. Se você não tiver certeza sobre algum aspecto do tratamento proposto, não hesite em falar com um membro da equipe novamente, antes de assinar o termo.

O que acontece durante a cirurgia fetal?

Você será admitida ao hospital. Necessitará estar em jejum desde a noite anterior. Você usará roupas próprias do hospital. Você encontrará o anestesista e a equipe cirúrgica novamente, antes de ir para o centro cirúrgico.

Quando estiver pronta, você será levada ao centro cirúrgico e o anestesista vai inserir um cateter epidural (tubo de plástico fino) nas costas, para alívio da dor durante e após a operação. Você então terá uma anestesia geral (para colocá-la para dormir).

Uma vez estando anestesiada, uma incisão será feita em seu abdômen. O útero é acessado para permitir alcançar o bebê. O defeito da espinha bífida é examinado e fechado pelo neurocirurgião pediátrico. O útero e depois o abdome são fechados. Você então será acordada e levada para o setor destinado à recuperação da cirurgia. Durante todo o tempo você será acompanhada por profissionais capacitados.

Como acontece o acompanhamento após a cirurgia?

Após um período de poucos dias de recuperação no hospital, você será liberada para prosseguir a gestação. Haverá consultas de acompanhamento, com nossa equipe e com sua equipe de Obstetrícia e Medicina Fetal de origem. O parto é realizado no momento mais adequado tendo em conta as condições da gestante e do bebê. Logo após o nascimento, o bebê será avaliado por médicos da Neonatologia e da Neurocirurgia Pediátrica para avaliar a condição de seu bebê e como foi o resultado da cirurgia.

Após a alta, é recomendado que o bebê seja seguido nas apenas pela Pediatra e Neurocirurgia Pediátrica, mas da parte relacionada as vias urinárias (bexiga, ureter e rim) pela Cirurgia Pediátrica e Nefrologia Pediátrica e por equipe multidisciplinar envolvendo, entre outros, Fisioterapia e Enfermagem.

CONHEÇA NOSSAS PUBLICAÇÕES

Acompanhe as inserções na imprensa sobre o trabalho realizado por nossa equipe

28 de janeiro de 2021

Na último dia 19, o neurocirurgião pediátrico e membro de nossa equipe multidisciplinar, Eduardo Jucá, concedeu entrevista para a TV Cidade, afiliada da Record no Ceará. Em pauta, a cirurgia para correção da mielomeningocele, um grande avanço no tratamento da malformação das estruturas que constituem a coluna vertebral.

14 de janeiro de 2021

Confira matérias publicadas sobre cirurgia fetal e da mielomeningocele em portais de Rio de Janeiro, Rondônia e Porto Velho. Os temas têm sido abordados pela equipe de cirurgia fetal expandindo a consciência sobre a essa malformação e os tratamentos disponíveis para amenizar seus efeitos.

1 de dezembro de 2020

O Jornal O Povo fez reportagem sobre a cirurgia inédita no Ceará, realizada na Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC), do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh, no dia 26 de maio de 2019, coordenada pelos professores de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) Edson Lucena e Herlânio Costa.

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